Hoje conversei com um grande amigo sobre uma dor que às vezes nos arrebata quando menos esperamos. É aquela dor que não sabemos explicá-la. É a dor que esperamos que seja curada e que seja tratada do modo mais rápido, pois ela nos sufoca. A dor que nos faz pensar que há um porto seguro em nossa vida... Mas na verdade não há. Este post hoje fala sobre esta dor... A dor do próprio abandono.
Em alguns momentos da vida nós ficamos em uma encruzilhada, esperando ver algum caminho... Qualquer caminho. Talvez por medo ou preguiça não nos permitimos nos levantar e buscar alguma estrada. Deste modo, continuamos parados e sem rumo. Aí resolvemos esperar para ver se algum Super Herói passa e nos dê coragem ou alguém para nos dar a mão. Até mesmo se passasse um outro alguém sem rumo, mas que estivesse em busca de um caminho, seria válido. Mas não passa ninguém, nem uma alma perdida. Aí vem essa dor que incomoda, nos entristesse, e se deixarmos até nos deprime. Acredito que uma das maiores dores do ser humano é se abandonar. Quando não nos damos atenção, não nos valorizamos, não confiamos em nós e muito menos queremos nos agradar. Mas e quando surge alguém que nos dá valor, nos agrada e nos ama de verdade? A gente renega, se afasta e faz de tudo pra essa pessoa não prosseguir com seus encantos. Pensamos: 'Imagina... Alguém me amando. Isto é inconcebível.' Este pensamento surge da inconsciência do nosso PRÓPRIO DESAMOR.
O próprio abandono gera em nós um vazio estranho. Nestes momentos precisamos nos preencher de nós mesmos, de nossos sonhos, nossos valores. Precisamos nos levar pra passear, nos dar um presente, relembrar nossos caminhos, consequências de nossas escolhas e atitudes. Precisamos reafirmar nossos objetivos... E se percebermos que eles já não tem nada a ver, precisamos nos dar outros. Não podemos viver sem nós mesmos. Afinal, como diria Fernando Pessoa: "Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo e esquecer os caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia; e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
Angélica Martins!
P.S.: Texto dedicado ao meu maravilhoso amigo Danilo Ferreira!
Em alguns momentos da vida nós ficamos em uma encruzilhada, esperando ver algum caminho... Qualquer caminho. Talvez por medo ou preguiça não nos permitimos nos levantar e buscar alguma estrada. Deste modo, continuamos parados e sem rumo. Aí resolvemos esperar para ver se algum Super Herói passa e nos dê coragem ou alguém para nos dar a mão. Até mesmo se passasse um outro alguém sem rumo, mas que estivesse em busca de um caminho, seria válido. Mas não passa ninguém, nem uma alma perdida. Aí vem essa dor que incomoda, nos entristesse, e se deixarmos até nos deprime. Acredito que uma das maiores dores do ser humano é se abandonar. Quando não nos damos atenção, não nos valorizamos, não confiamos em nós e muito menos queremos nos agradar. Mas e quando surge alguém que nos dá valor, nos agrada e nos ama de verdade? A gente renega, se afasta e faz de tudo pra essa pessoa não prosseguir com seus encantos. Pensamos: 'Imagina... Alguém me amando. Isto é inconcebível.' Este pensamento surge da inconsciência do nosso PRÓPRIO DESAMOR.
O próprio abandono gera em nós um vazio estranho. Nestes momentos precisamos nos preencher de nós mesmos, de nossos sonhos, nossos valores. Precisamos nos levar pra passear, nos dar um presente, relembrar nossos caminhos, consequências de nossas escolhas e atitudes. Precisamos reafirmar nossos objetivos... E se percebermos que eles já não tem nada a ver, precisamos nos dar outros. Não podemos viver sem nós mesmos. Afinal, como diria Fernando Pessoa: "Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo e esquecer os caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia; e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
Angélica Martins!
P.S.: Texto dedicado ao meu maravilhoso amigo Danilo Ferreira!
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