
quarta-feira, 27 de julho de 2011
A ANGÚSTIA DE “SER” HUMANO

quinta-feira, 21 de julho de 2011
Amigos... Até certo ponto!
Uma vez ouvi o Tom Zé dizer em uma entrevista que quando um amigo está no olho do furação não devemos ir até lá e resgatá-lo, pois se ele está lá é sinal que de certo forma ele escolheu estar lá. No momento que ouvi isso não concordei. Afinal, que tipo de amizade era essa que deixava o amigo na pior hora? Ainda hoje não concordo. Estar ao lado dos amigos é muito importante, tanto para ensinar quanto para aprender. Mas em partes concordo com Tom Zé... Quando estamos em uma situação complicada, triste e até mesmo desesperadora não é preciso de mais ninguém além de nós mesmos. É isso mesmo, podemos resolver tudo por nós mesmos. Precisamos tomar consciência do que acontece e porque acontece. Principalmente os sentimentos. É ótimo ter com quem partilhar nossa dor, mas existe uma grande diferença entre partilhar e validar dor e jogar dor para os outros cuidarem. A diferença está na apropriação de nossa vida. Quando nos apropriamos totalmente da nossa vida - e aí se encontram as responsabilidades, medos e desejos - conseguimos lidar e até mesmo superar a intransigente dor. Temos que dedicar especial atenção para os momentos em que queremos cuidar da dor do outro, isto é um sinal consistente de que não estamos cuidando de nós mesmos. Quero dizer com isso que ao validarmos a dor do outro estamos partilhando tal dor e é disso que precisamos... Precisamos saber que há pessoas tão maravilhosas ao nosso lado, partilhando momentos conosco. Não precisamos de pessoas que fazem tudo por nós e, deste modo, não temos a oportunidade de cuidar de nós mesmos. Como diria Nando Reis: 'Prefiro as pernas que me movimentam!'. É preciso levantar e enfrentar o que acontece no momento, desfrutando e saboreando. Não aprendemos apenas com o mel, mas com o fel também.
Angélica Martins.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
FALSOS MORALISTAS

Moral tem a ver com o "justo": é o conjunto de regras que fixam condições equitativas de convivência com respeito e liberdade. Na ética cada indivíduo possui e vive de acordo com a sua; moral é o que torna possível que as diversas éticas convivam entre si sem se violarem ou se sobreporem umas às outras. Por esse motivo, a moral prevalece sobre a ética.
No terreno da moral estão as noções de justiça, ação, intenção, responsabilidade, respeito, limites, dever e punição. A moral tem tudo a ver com a questão do exercício do direito de um até os limites que não violem os direitos do outro. Sem moral, a convivência é impossível!
Diz-se que quem age moralmente (por exemplo, não mentindo, não roubando, não matando, etc), faz o mínimo e não tem mérito, mas quem não age moralmente deixa de fazer o mínimo e tem responsabilidade (e por isso pode ser punido).
A palavra moral tem origem no latim - morus - significando os usos e costumes.
Moral é o conjunto das normas para o agir específico e concreto. A moral está contida nos códigos que tendem a regulamentar o agir das pessoas.
Segundo Augusto Comte (1798 - 1857),filósofo francês e fundador da sociologia e do positivismo, "a Moral consiste em fazer prevalecer os instintos simpáticos sobre os impulsos egoístas." Entendem-se por instintos simpáticos aqueles que aproximam o indivíduo dos outros.
Entendendo o que é a moral, como podemos aplicá-la em nosso dia a dia? Será que todos nós agimos moralmente? E o que é a falsa moral?
Falaremos brevemente das pessoas que defendem a moral e na verdade não passam de falsos moralistas. São pessoas que fingem não gostar de certas coisas, mas no fundo não tem coragem e ousadia de ser o que são. E por não terem coragem de gritar ao mundo e mostrar ao que vieram, criticam e apontam quem o faz. Eles se escondem atrás de suas caras de "bons moços", pois não suportam se olhar peladinhos na frente do espelho.
Usam quilos de maquiagem, roupas de grife, fazem lipoaspiração para esconderem suas imperfeições, como se desvio de caráter e falta de boa índole pudessem ser mascarados com artifícios materiais.
Outros se escondem atrás de sua religião, dizem que amam o próximo e são os primeiros à discriminá-los, pois a sua convicção os cega e os coloca acima dos demais, que são tão humanos quanto eles. Mas para os falsos moralistas isso é impossível! Eles não podem equiparar-se aos outros. Vestidos com o seu orgulho e maquiados com o seu verniz social, eles olham para as outras pessoas de cima. Quando se deparam com outras pessoas que não se enquadra nos seus preceitos perfeccionistas, eles erguem o queixo e exalam: "Reles mortais!", como se fossem deuses.
Será que, os falsos moralistas, conseguem sustentar suas máscaras por muito tempo? Porque como diz o velho ditado: "Um dia a máscara cai!". Deve ser um enorme gasto de energia para dissimular o que não se é o tempo todo. Será orgulho? Prepotência? E se retirarmos o orgulho de um falso moralista? O que acontecerá? Às vezes um defeito (orgulho) é o alicerce que sustenta o edifício inteiro. O orgulho não é de todo ruim, e não pode ser classificado apenas como defeito; ele pode e deve ser usado para o nosso bem e para o bem de todos que estão à nossa volta. Não podemos usar o nosso orgulho para "acharmos" que somos melhores ou piores do que os outros. Pois o orgulho têm o poder de nos levar do lixo ao luxo. Ora me sinto o melhor dos seres humanos, ora me sinto o pior. O ideal é nos equipararmos às outras pessoas. Nem melhor, nem pior, apenas igual. Respeitando as diferenças de cada um. Pois quando falamos da raça humana, somos sim todos iguais e temos os mesmos direitos e deveres.
Os falsos moralistas precisam parar de apontar o dedo aos outros e olhar para dentro de si. E assim, quem sabe, perceberem que o que eles apontam e criticam nos outros, estão dentro deles. Pois ao criticarmos, precisamos ter em nós para poder reconhecer àquilo nos outros. Para eles admitir isso, deve ser uma imensa dificuldade, mas ao exercitarmos, a vida se torna mais leve. Começaremos a nos responsabilizarmos pelos nossos defeitos e qualidades; olhando para dentro de nós e reconhecendo e assumindo o que somos de fato. Assim aprenderemos a nos amar integralmente. Afinal, ninguém é perfeito!
Como citou Jesus Cristo em uma de suas parábolas: "Que atire a primeira pedra quem nunca errou!"
Se ele mesmo não reconhecia a sua própria perfeição, quem nesse universo o será?
Michelle Mendes
sábado, 2 de julho de 2011
AMORES INTERESSADOS

Nesse tipo de relação, uma pessoa responsabiliza a outra pelo seu bem estar, na visão do psicanalista e escritor Dr. Flávio Gikovate.
Esse tipo de relacionamento é utilitarista, que visa apenas um interesse particular. Fazemos algo apenas se recebermos em troca. É uma relação pesada, vigiada. E o gostoso do amor fica aonde? Aquele relacionamento onde nos sentimos leves, melhores? Todo relacionamento não é mais do que uma negociação com regras - queremos amor, sexo, amizade e uma pessoa para cuidarmos e sermos cuidados. Precisa de troca. E essa troca precisa ser justa, ambos precisam estar em comum acordo. E esperar em troca é dar a mão para o outro estando de pé, inteiro; para assim podermos caminharmos em uníssono e, soltar, caso supormos que o outro não nos sustentará se precisarmos da sua ajuda.
Não devemos esperar que o outro nos devolva algo por obrigação. Não devemos exigir em troca como se fosse necessário ou indispensável as nossas vidas. Precisa ser espontâneo, gratuito, do coração, de verdade. Um relacionamento entre iguais, entre inteiros. Onde ambas as partes se amam e sabem se amar. Se respeitando e estando em comum acordo para compartilharem as coisas boas e ruins de suas vidas.
Isso existe, acredite e vá em busca!
Se baste!
Sentir-se importante é uma das maiores necessidades da natureza humana.
Michelle Mendes