sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O mundo dá voltas!

Às vezes me perguntava sobre o tempo. O que era e para quê servia... O tempo para nós é posto como um círculo que tem ponteiros e giram sem parar. Temos a impressão de que o tempo não para pelo simples fato dos ponteiros não pararem também. Para Henri Bergson, filósofo francês do Século XX, há na questão do tempo um problema. Como podemos colocar o tempo no espaço? Isto é, como posso medir algo intangível? Para ele não é possível, mas o senso comum e alguns filósofos colocam o tempo no espaço.
A grande questão para Bergson é que o tempo não está ligado ao espaço. Eles, na verdade, têm naturezas diferentes. O tempo não é o relógio pendurado na parede, mas sim a duração da vida. O tempo são momentos totalmente diferentes em movimento contínuo. A duração é vista como qualidade em que não podemos atribuir graus de melhor ou pior, mais ou menos. Por isso não podemos dizer que amamos mais ou menos alguém. Podemos apenas afirmar que a qualidade de nosso amor mudou.
O tempo muda e carrega muitas coisas consigo. Não podemos nos referir a vida como algo permanente e que nunca vai mudar. A vida é movimento e vai para caminhos distintos de todos os outros trilhados.

Angélica Martins!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Vá em frente e enfrente!

Hoje conversei com um grande amigo sobre uma dor que às vezes nos arrebata quando menos esperamos. É aquela dor que não sabemos explicá-la. É a dor que esperamos que seja curada e que seja tratada do modo mais rápido, pois ela nos sufoca. A dor que nos faz pensar que há um porto seguro em nossa vida... Mas na verdade não há. Este post hoje fala sobre esta dor... A dor do próprio abandono.
Em alguns momentos da vida nós ficamos em uma encruzilhada, esperando ver algum caminho... Qualquer caminho. Talvez por medo ou preguiça não nos permitimos nos levantar e buscar alguma estrada. Deste modo, continuamos parados e sem rumo. Aí resolvemos esperar para ver se algum Super Herói passa e nos dê coragem ou alguém para nos dar a mão. Até mesmo se passasse um outro alguém sem rumo, mas que estivesse em busca de um caminho, seria válido. Mas não passa ninguém, nem uma alma perdida. Aí vem essa dor que incomoda, nos entristesse, e se deixarmos até nos deprime. Acredito que uma das maiores dores do ser humano é se abandonar. Quando não nos damos atenção, não nos valorizamos, não confiamos em nós e muito menos queremos nos agradar. Mas e quando surge alguém que nos dá valor, nos agrada e nos ama de verdade? A gente renega, se afasta e faz de tudo pra essa pessoa não prosseguir com seus encantos. Pensamos: 'Imagina... Alguém me amando. Isto é inconcebível.' Este pensamento surge da inconsciência do nosso PRÓPRIO DESAMOR.
O próprio abandono gera em nós um vazio estranho. Nestes momentos precisamos nos preencher de nós mesmos, de nossos sonhos, nossos valores. Precisamos nos levar pra passear, nos dar um presente, relembrar nossos caminhos, consequências de nossas escolhas e atitudes. Precisamos reafirmar nossos objetivos... E se percebermos que eles já não tem nada a ver, precisamos nos dar outros. Não podemos viver sem nós mesmos. Afinal, como diria Fernando Pessoa: "Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo e esquecer os caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia; e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

Angélica Martins!

P.S.: Texto dedicado ao meu maravilhoso amigo Danilo Ferreira!